domingo, 1 de abril de 2012

Prédios que derretem

Gente, fiquei muito impressionada com essa. Olha só:



busca por métodos mais econômicos para encontrar sistemas de refrigeração sustentáveis é uma dor de cabeça constante na vida dos arquitetos e engenheiros. Mas parece que o novo prédio do campus da Universidade de Washington, em Seattle, trouxe uma resposta interessante.
A solução? Deixar que o prédio derreta. Isso porque, no interior das paredes e do teto, há uma fina camada de um gel chamado PCM (“Phase Change Material” ou Material de Mudança de Fase, em português). Esse material, quando aquecido, muda do estado sólido para o líquido, ajudando a diminuir a temperatura do edifício.
Mas quão bom um gel PCM pode ser no resfriamento? Para efeito de comparação, uma “tira” de 1,25 cm de largura consegue se mostrar tão eficiente na retenção de calor quanto 25 cm de concreto, segundo a revista New Scientist. Em resumo, ele é 20 vezes mais potente para isso que o material usado atualmente na maioria das construções.
Se mesmo esses números não foram suficientes, a economia que ele gera deve certamente provar as vantagens do material: o PCM usado no prédio da Universidade de Washington deve reduzir o consumo de energia gasto com o resfriamento do ambiente em 98% – quando a construção estiver pronta.

Frio de dia, quente à noite

Que a verdade seja dita: esse gel não é capaz de resfriar o ambiente, não sozinho. O que ele faz, de acordo com o site World Architecture News, é absorver calor, desacelerando drasticamente a velocidade com que o prédio esquenta. Dessa forma, sistemas de ar-condicionado podem manter a construção resfriada com facilidade.
Mas o fato é que o PCM tem o efeito oposto durante a noite, horário em que a temperatura tende a cair consideravelmente. Nessa hora, ele libera todo o calor armazenado para dentro do ambiente, tornando sistemas de aquecimento completamente desnecessários.

Muito legal não é?

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